Luana Linhares (Curitiba)

[por Casos e Causas da Revista RPC]

“Quando eu vim morar aqui [Curitiba] eu já ia fazer 18,19 anos e tava casada há dois anos. Só que as dificuldades eram tamanha com duas crianças. Passamos de tudo, passamos fome, passamos frio, passamos sem ter lugar para dormim. Passamos dificuldades das piores que tu já imaginou.
Tem muita gente que acha que [catar] não é um serviço, que é uma opção. E eu já não concordo porque pra mim, é um serviço e dos pesados. Muita gente não aguenta fazer o que eu faço com o carrinho. Então eles não levam isso como se fosse um serviço, como se fosse o sustento da minha família. O meu sustento depende daquilo ali pra pagar conta, pra comer, beber, vestir, calçar… é aquilo ali.

Serviço é serviço. Tá passando dificuldade? Vai lá e faz. Não fica pensando que não vai conseguir. Vai lá e faz! É o que eu faço até hoje.

Eu  lembro quando eu era menor, quem tinha celular era rico, quem conseguia comprar um carro era rico. Hoje qualquer um pode fazer isso, até eu que trabalho catando lixo posso fazer isso.”

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